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Não consigo entender o Film Comission

Não consigo entender o Film Comission

0 Comentários 🕔27.jun 2017

Informalidade bate de frente com o decreto de criação

 

O Film Comission de BC foi criado em 2013 através de Decreto assinado pelo então prefeito ERD. Batizado de BC Filme. Nunca consegui entender direito sua atuação na prática, desde os tempos do ex-presidente da Fundação nos tempos piriquitianos, período que foi utilizado politicamente. Mas uma breve leitura do decreto de criação percebe-se que o BC Filme na prática não passa de mera informalidade.

Pois vejamos. Sobre sua competência, assinale o item que foi cumprido nestes anos todos:

I – constituir rede de apoio e ações de estímulo para o desenvolvimento de atividades audiovisuais, buscando facilitar o trabalho da produção nacional e internacional na cidade;

II – articular apoio técnico e logístico para empresas e produtores cinematográficos;

III – proceder o mapeamento dos cenários públicos, urbanos e rurais que poderão ser utilizados para a produção audiovisual, realizando sua divulgação pelos mecanismos disponibilizados para tal fim;

IV – estabelecer mecanismos de informação aos interessados em realizar projetos cinematográficos no território da cidade e região, em especial disponibilizar um banco de dados sobre prestadores de serviços do setor audiovisual e aqueles mais comuns à produção audiovisual;

V – estimular e apoiar os prestadores de serviços do setor de audiovisual pela constituição de uma rede de serviços;

VI – desenvolver outras atividades correlatas indispensáveis ao cumprimento de suas finalidades.

Acrescentaria ainda (  ) nenhuma das alternativas acima.

Segue o fluxo. Sobre o Conselho:

I – 01 (um) representante da Fundação Cultural de Balneário Camboriú (FCBC);

II – 01 (um) representante da Secretária de Turismo e Comércio;

III – 01 (um) representante da Secretaria da Educação;

IV – 01 (um) representante da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social;

V – 01 (um) representante do Convention Bureau;

VI – 01 (um) representante do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares;

VII – 01 (um) representante da Câmara Setorial do Audiovisual;

VIII – 01 (um) representante do Conselho Municipal de Cultura;

IX – 01 (um) representante do setor de produção audiovisual;

X – 01 (um) representante de entidades de ensino técnico para o setor de audiovisual;

XI – 01 (um) representante das entidades corporativas voltadas para a capacitação profissional (Sistema S).

§ 1º Os titulares e respectivos suplentes serão nomeados por ato do Prefeito Municipal. Sobre o parágrafo primeiro procurei e não achei as nomeações.

Sobre o artigo sexto que estabelece a figura do secretário executivo (remunerado)

A Secretaria Executiva será exercida pela FCBC e coordenada por 01 (um) Secretário Executivo formalmente designado pelo Presidente desta Fundação.

Procurei – e não achei – o formalmente designado.

Semana passada este em BC representante do Sebrae para uma reunião que reuniu meio gatos pongados. Função do representante da Sebrae disponibilizar 250 mil, sendo 125 do próprio Sebrae e o restante de contrapartida da prefeitura e parceiros de onde só foram tiradas muitas intenções.

O BC filmes, segundo decreto, é um órgão fomentador, embora no release de divulgação sobre a reunião fale em órgão que dá assistência a produções. Talvez traduza o fato da Fundação “dar assistência” o curta Asfixia, rodado aqui na cidade, que, detalhe é um, projeto aprovado pela LIC, teoricamente um projeto que já conta com dinheiro público e que abriria precedente para os outros projetos aprovados pela LIC receberem “assistência”.

Enfim, o BC Filme tá muito confuso. Não consigo entender essa imaterialidade toda de algo tão objetivo como determinada o decreto.

Foto: Nik Shuliahin/Unsplash.com

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Jornalista, amante de blues e do bom e velho rock and roll, sediado em Balneário Camboriú - SC, mas com os olhos e ouvidos abertos para os acontecimentos do mundo.

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