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I Guerra: a celebração a morte e a vida

I Guerra: a celebração a morte e a vida

0 Comentários 🕔01.jul 2019

Livro relata os dias que precederam o armistício

 

De 4 a 11 de novembro é o período histórico relatado no livro O Maior Dia da História, de Nicholas Best. Os últimos dias de luta dos alemães já sem condições de enfrentar o inimigo. Morrendo de fome, muitos jovens na trincheira e um kaiser já desgastado e com o fantasma do bolchevismo tomando corpo nas cidades alemãs em função do fracasso que a guerra representou.

“Grande parte das tropas era composta de homens idosos ou rapazinhos, convocados para o front porque não havia mais ninguém para repor as perdas”, relata Best sobre os últimos dias de guerra. Foi mobilização geral contra a Alemanha. Nos EUA – que chegou mais tarde para a guerra – houve campanhas de alistamento do tipo “seu país precisa de você”. Na Inglaterra, a adesão a causa francesa se deu logo em 1914, quando a multidão gritava “vivas a própria morte” em frente ao Palácio de Buckingham.

Quatro anos depois do “vivas a morte”, às 11hs do dia 11 de novembro, o testemunho do aviador americano Eddie Rickembacher era outro enquanto sobrevoava uma linha de frente no exato momento do armistício: “Na hora marcada todos os disparos cessaram e então, lenta e cautelosamente, os soldados começaram a sair das trincheiras alemãs e americanas, jogando para o alto seus fuzis e capacetes. Eles se encontraram e começaram a confraternizar como um grupo de garotos de escola depois de um jogo de futebol – felizes ao se dar conta de que haviam sobrevivido a este terrível conflito”. Ao contrário de 1914, em 1918 a comemoração era pela vida.

O armistício foi um duro golpe contra a Alemanha. Temia-se que fosse criado um sentimento de vingança e que uma nova guerra poderia ser declarada. O economista John Keynes estava preocupado em criar condições para que a Alemanha se reerguesse e que assim todos os fantasmas pudessem ser espantados. Mas ele não acreditava nos líderes das Nações aliadas. Tinha razão, no leito do hospital, o soldado ferido Adolf Hitler manifestava seu sentimento já culpando os judeus por todos os males: “Então, tudo foi em vão. Em vão todos os sacrifícios e privações, em vão meses intermináveis de fome e sede, em vão as horas em que, mesmo com os corações apertados por um medo mortal, cumprimos nosso dever, em vão a morte de 2 milhões que se foram. Foi para isso que meninos de 17 anos foram se atolar na lama de Flandres? (…) Tudo isso aconteceu apenas para uma corja de miseráveis criminosos pudesse se apoderar da pátria?”. O resto da história todos sabem…

 

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Bola Teixeira

Bola Teixeira

Jornalista, amante de blues e do bom e velho rock and roll, sediado em Balneário Camboriú - SC, mas com os olhos e ouvidos abertos para os acontecimentos do mundo.

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