

Há praticamente 40 anos lançamos em Balneário Camboriú a Associação Ecológica do Vale do Rio Camboriú, uma iniciativa de jovens ambientalistas contrariados com o rumo que a cidade estava tomando com sua praia poluída, o morro da Barra picotado pelas pedreiras, a pedreira industrial da Sultepa e um Conselho Oficial, Condema, inoperante que só existia no papel. Quando pensávamos que poderia haver uma evolução de comportamento na proteção ambiental assistimos incrédulos o retrocesso nesta temporada de verão.
Embora Balneário Camboriú não tenha registrado resultados negativos em sua balneabilidade se comparado a vergonha que foi no governo passado, o mesmo não podemos afirmar sobre Itapema, Bombinhas, Celso Ramos e, pasme, a Lagoa de Ibiraquera (aquele paraíso) e a Praia de Joaquina que foram alvo de notícias e vídeos de esgoto sendo despejados.
O que pode ser isso senão uma mistura de cobiça, ganância, poder econômico e negligência pública? Agora imagina Itapema se achando a moderna com o píer equipado de um Hard Rock e esgoto negro jorrando em suas águas. Ou a belíssima Ibiraquera, Ingleses, a famosa Joaquina e Palmas, em Celso Ramos que, aliás, da última vez que frequentei Armação da Piedade o cheiro de esgoto pairava no ar. Imagina só a ironia de se pagar uma taxa ambiental para entrar em Bombinhas com Bombas, Bombinhas, Morrinhos, Zimbros e Canto Grande (mar de dentro) contaminadas.
Haja diarreia e retrocesso.