

Está em cartaz até o dia 1 de março no Instituto Moreira Sales, em São Paulo, a exposição Gordon Parks – A América sou eu que mostra a trajetória do fotógrafo norte americano que se notabilizou em retratar a dura vida dos negros nos EUA desde o impacto da grande depressão de 30. A exposição ocupa dois andares do prédio do Instituto localizado na Avenida Paulista com mais de 200 fotografias.
Parks nasceu na cidade de Fort Scott, no Kansas, em 1912. Aos 25 anos de idade comprou sua primeira câmera fotográfica. Cinco anos depois ganhou uma bolsa para trabalhar como fotógrafo na Farm Security Administration (FSA) e retratar o impacto da grande depressão de 30 junto com outros fotógrafos que se tornaram famosos que nem ele. Sua missão foi fotografar os efeitos causados em Washington. Por ser negro encontrou dificuldades diversas para poder desenvolver seu trabalho.
A partir desse primeiro trabalho, Parks seguiu seu caminho por Nova York e outras localidades, especialmente do sul que sofreu a grande migração de negros para o norte em fuga da política segregacionista mais radical. Seja prestando serviço privado ou como correspondente de publicações com mais assiduidade para a revista LIFE.
Centrado na fotografia preto e branco até então, nos anos 50 ele foi convocado para retornar a sua terra natal, no Kansas. Parks optou pela fotografia colorida. Seu objetivo foi cativar o leitor branco da publicação.
Poderia ficar aqui relatando todo o trabalho realizado por Parks que faleceu em 2006. Desde a marcha do Martin Luther King por Washington, ou as fotos de Cassius Clay, o movimento panteras negras, o ensaio do homem (negro) invisível (Nova York) e até sua passagem pelo Brasil. Todos temas de relevância documental histórica inestimável, mas deixo o leitor com algumas de suas obras primas: