

O governo da prefeita Juliana Pavan empossou essa semana a educadora Zélia Zanella com a missão de recuperar o índice IDEB de excelência na educação pública aniquilada durante os oito anos de gestão de Fabrício Oliveira. Zélia fez parte da equipe da educação durante o governo de Edson Piriquito Dias, período que registrou os melhores índices desde que foi instituído em 2005.
A reportagem do Publixer conversou por quase uma hora com o ex-prefeito de Balneário Camboriú falando do assunto em pauta e outros impublicáveis. Sobre a nomeação de Zélia como secretária, Piriquito, bem-humorado, disse: “só falta eu” referindo-se a quantidade de colaboradores do atual governo que fizeram parte de seu mandato entre 2009 e 2016. O ex-prefeito elogiou a escolha dizendo que se trata de uma pessoa comprometida e conhecedora da estrutura da educação municipal.
Piriquito assumiu o governo com um IDEB (que mede a qualidade de ensino + frequência) de 4,9 (do 10 ao 50 ano) e 3,9 (do 60 ao 90) e entregou oito anos depois com um índice de 6,4 e 5,0. Perguntei sobre seus secretários e ele ponderou que mais que os secretários é preciso destacar o propósito de fortalecer a educação pública municipal. “Eu assumi pensando nisso”, salientou Piriquito citando o grupo de educadores formado para pensar justamente na evolução pretendida. Segundo ele, a educação envolve tanto coisa, é tão complexa que, se bobear, você acaba dando prioridade a calha do colégio.
Sobre os secretários, Piriquito destaca a importância de todos, começando pelo ex-prefeito, importado de Penha, Julcemar Alcir Coelho, aliado do PMDB, seu primeiro secretário de Educação. Outros nomes citados por Piriquito foram a própria Zélia, Christina Barichello, Jaime Gutti, Simone Ricardo e Nelcy Brandt, este último numa composição com o DEM.
Somam-se seis nomes em oito anos que comandaram uma estrutura comprometida, enquanto seu sucessor com oito secretários em oito anos foi um desastre para a educação de Balneário Camboriú com seu modelo pré-privatista e a transformação dos alunos da rede municipal em vouchers para as instituições privadas de educação.
Para o atual governo coloca-se a missão de recuperar o tempo perdido, talvez Zélia possa pavimentar esse caminho. Confira a tabela do índice IDEB:
| ANO | 10 ao 50 ano | do 60 ao 90 |
| 2005 | 4,6 | 3.9 |
| 2007 | 4,9 | 3,9 |
| 2009 | 5,1 | 4,1 |
| 2011 | 5,6 | 4,7 |
| 2013 | 6,0 | 4,8 |
| 2015 | 6,4 | 5,0 |
| 2017 | 6,4 | 5,3 |
| 2019 | 6,1 | 5,2 |
| 2021 | 5,9 | 5,1 |
| 2023 | 5,9 | 5,0 |
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