

A política está em movimento por conta das eleições de outubro. Cada ato tem sua consequência, pois vejamos:
Republicanos – O anúncio de Fabrício Oliveira no Republicanos (que tem fama de ser o partido de Edir Macedo), embora não aparente, mexeu muito com a candidatura de Edson Piriquito. A lógica eleitoral aponta para uma dobradinha, pelo menos em parte, envolvendo Piriquito para estadual e Fabrício para federal, dois ex-prefeitos de BC. Por que, em partes? O cálculo é simples. Piriquito está sem cargo eletivo há um bom tempo e com a política na veia necessita retornar a vitrine e assim dar continuidade ao seu projeto. Já para Fabrício, pedir voto para Piriquito representa correr o risco de elegê-lo e, por consequência, ressuscita-lo como um possível adversário lá na frente. No início dessa semana, rolou o murmurinho que Victor Forte estaria desgostoso com seu PL e disposto a filiar-se no Republicanos para disputar uma vaga na AL numa manobra com a digital de Fabrício. Dia 4 de abril encerra o prazo de filiação, aguardemos o dia 5, então.
PRD – Um pronunciamento esta semana do vereador Ricardo Brodersen, o Ricardinho da Saúde, tecendo críticas ao comando da Secretaria da Saúde de BC causou o maior bafafá. No mesmo dia, uma série de indicados do vereador (candidato na chapa de Peter/David e apoiador do governo Juliana) foi dispensada de seus cargos. Dizem ter sido uma coincidência, mas o desgaste entre governo e Ricardinho já vem acontecendo nos bastidores há um tempinho, claro que provocado pela eleição que se aproxima. Ricardinho está Juliana, mas boa parte de seus colaboradores saiu do Fabrício, mas o Fabrício não saiu deles. E na política, todos sabem, sem fidelidade, sem emprego. Ricardinho se elegeu atuando no interior do Hospital Ruth Cardoso, tanto que é da Saúde. Ingênuo politicamente, o vereador poderá se transformar em Ricardo Brodersen e encontrar dificuldades para se eleger na próxima, afinal seus assessores de gabinete se hoje estão com ele, amanhã poderão estar com outro. A propósito, o que é esse PRD.
PDT – A saída de Alan Schroeder do comando da Fundação de Cultura já vinha sendo comentada há um tempinho. Não por divergência, mas porque Alan é, talvez no cenário político de BC, o único partidário, ou seja, aquele que coloca o partido acima dos interesses individuais. Alan é dirigente partidário e com a aproximação das eleições irá se envolver com as campanhas do PDT e de Ciça Muller, candidata a deputada estadual pelo partido brizolista. Fidelidade partidária é artigo de luxo no sistema eleitoral brasileiro, um sistema falho que permite mudanças como se troca de cueca (ou de calcinha) e que permite que um candidato se domicilie no Estado seis meses antes da eleição. No lugar de Alan, assume Karoen Mello, diretora de integração cultural da Fundação de Cultura.
PSD – O partido terá João Rodrigues, prefeito bolsonarista de Chapecó, para enfrentar a hegemonia do partido bolsonarista, o PL, na figura de Jorginho Mello, figura pragmática que já orbitou pelo PSDB e apareceu em fotos durante a campanha de Dilma Roussef. JR procura reunir lideranças nos eventos que vem realizando, mas duas figuras proeminentes do partido têm se ausentado das fotos: Leonel e Juliana Pavan, que no início de governo colou sua imagem a do prefeito de Chapecó. Comentários internos dão conta que o silêncio se dá por causa da estadualização do Hospital Ruth Cardoso, o que não acredito.
Foto Amanda Weber, transição de governo 2016