

Desde que surgiu a série da Netflix há oito anos, a fórmula 1 passou a ser vista de outro ângulo que não a telinha da TV, os seus bastidores. E o título da série fala muito de como é a engrenagem do bastidor, pressão sobre pressão. A pilotagem pela sobrevivência. Até mesmo o comportamento dos pilotos e dirigentes das equipes alterou com o decorrer dos anos sabendo que eles estão sob a permanente observação de uma câmera de vídeo. Ou de várias.
Com o big brother da Netflix tudo que é falado é editado e jogado no ar um ano depois. Por conta disso o comportamento de todo mundo mudou. Nas brincadeiras, nas frases, nos recados, a expectativa para acompanhar mais uma temporada não é só do telespectador, mas de todo o universo da F1. Na temporada passada, Flávio Briatore que retornava ao circo da F1 pelas mãos da Alpine demonstrava estar bem deslocado perante as câmeras. Para quem assistiu a temporada de 2026 já percebeu que ele entrou no ritmo.
Mas o que dizer sobre a temporada de 2025? Talvez a mais emocionante dos últimos anos graças a dois erros consecutivos da Mclaren, mais precisamente de seu diretor executivo, Zac Brown, que sentiu a pressão com a desclassificação dos dois carros no GP de Las Vegas e, na sequência, num erro grotesco de escolha de pit stop de seus pilotos no Qatar. Até então o título estava praticamente ganho por um de seus pilotos com vantagem para Lando Norris e Oscar Piastri em segundo. Max Verstapen aproveitou os erros e chegou na última prova da temporada com chances reais de título. Brown permitiu Max sonhar. Os dois pilotos da Mclaren, nessas alturas, só não estavam mais pressionados do que Brown, mas no fim deu tudo certo. Lando campeão para o alívio de Zac Brown que uma derrota certamente cairia na sua conta. Mas, mesmo assim, graças aos erros, Piastri ainda terminou o ano em terceiro.
Até o ano que vem com mais pressão.