

Bairro surgido de um programa de habitação popular no início dos anos 90 durante o governo de Luis Castro, o São Judas é uma extensão do Bairro da Barra. Meio que se confundem territorialmente. Passo pelo bairro praticamente todos os dias quando vou em direção ao centro da cidade e algumas situações, boas e ruins, me chamam a atenção.
(foto tirada da Hermógenes Feijó antes da existência do núcleo habitacional) Vou começar pela boa. Há um tempo, bom tempo, vi que a capela do bairro foi abaixo. Cercaram a área e colocaram uma placa que não entendi ao certo, pelo contrário, até achei que seria levantado um empreendimento não cristão. Passou o tempo e vi que, na verdade, o bairro está ganhando uma nova igreja. E digo, um templo grande, bem estruturado. Não sei quem está patrocinando, mas que é uma boa notícia, é.
A ruim. Há anos vejo que o centro comunitário está em reforma. Eu disse há anos. Reformaram o prédio, pintaram, não gostaram, pintaram novamente. Quase pronto, alguém decidiu alterar a entrada do centro comunitário, mais reforma, derruba dali, acrescenta a novidade. Até que, depois da eleição, o centro comunitário ficou pronto como Casa da Família, tipo Casa da Família 2. O prefeito não fez seu sucessor e… o prédio ficou abandonado, sem reabrir durante um ano e meio. Até que, recentemente, com ele fechado ainda, simmmm começaram a descascar as paredes externas, presumo, para uma nova pintura. É assim que os políticos tratam o dinheiro público. Nessas situações extremas é que se conclui que a associação representativa do bairro serve para nada.
(uma das poucas casas originais ainda existentes, localizada pelo Google) Fechando o São Judas, vejo com preocupação o sistema viário com a conclusão do prédio da UBS que, imagino, ficará pronto logo logo. O fluxo de veículos pela Rua Maria Manzetto com certeza aumentará. Há ali um binário que termina no Rio das Ostras bem onde está a nova UBS. Dali até a BR, a Manzotto é mão dupla e sem estacionamento. Problema anunciado se não tomarem uma atitude. Talvez estender o binário até o final da UBS poderia ser uma solução. Outra seria proteger o Rio das Ostras de futuras obras irregulares desapropriando terrenos e criando vias em direção a Rua Emanuel Rebelo, na Barra, ou, em direção a Hermógenes Feijó que antigamente chamavam de estrada do vinho, por conta de um comércio de vinho que tinha na marginal. Fica a dica.