

Resultado de uma safra ótima no ano de 2026, a pesca da tainha encerrou antes da data prevista por ter alcançado a cota estabelecida, em portaria federal, de 2018. A portaria atende uma demanda judicial de 2011 que exigia um plano de gestão. Mas, por quê? Por um motivo que no berreiro se ignora, ou seja, a tão desejada tainha estaria em processo de extinção. Para não proibir, foi baixada a portaria estabelecendo cota na pesca industrial e de arrasto, que é a pesca artesanal.
Mas, no momento do berreiro, os fundamentos não importam. Numa sociedade dividida, a culpa é do governo. Mas qual o governo? Se formos partir para a paternidade dos atos, enxergamos o presidente Michel Temer, cujo sucessor, Jair Bolsonaro permaneceu por quatro anos com o atual senador Jorge Seif como seu secretário da pesca. O que aconteceu durante todo esse período para, pelo menos, reavaliar a política das cotas? Nenhuma.
Somente agora, em março, a PGE do governador Jorginho Melo, como bom negacionista, tentou acabar com a restrição acusando a portaria de, “sem fundamentação técnica adequada”, prejudicar uma atividade econômica e cultural do litoral catarinense.