

Por força de compromisso editorial, fiquei sem escrever sobre o cotidiano da cidade. E nesse período vi muita coisarada inacreditável, mas a mais robusta foi o ato de inauguração, não, não foi inauguração. O ato de que, então? Foi só de exaltar o nome que deram a rótula. Com tudo que tem direito. Sistema de som, tenda, discursos… ora pois. Vou ajudar esse pessoal que adora batizar até gota de água.
Adotem os squares, ou abrasileirado, quarteirões. Tipo assim: o pessoal que ama os EUA podia criar o Trump Square ou qualquer outra bobagem. Seria algo maior do que o que chamam de República Oriental do Uruguai que, de tão minúscula a chamada praça, nem o nome do país homenageado deu para escrever por extenso. Ou, senão, os corners, ou, esquinas. Na Brasil com a 1500 podia ser o Walter Barichello’s Corner, já que o velho Baricha nunca foi homenageado com nada. Fica a dica.
Mas, deixando o chiste de lado, sério. Dar nome a logradouros ou espaços públicos é um exercício de poder. Cada um no seu tempo. Médici, Ivo Silveira, Almirante Tamandaré (em pleno processo de morte de Higino Pio), Julieta Lins (pioneira?), Mario Covas, Rodesindo Pavan, Comissário Rosa, a Avenida do Estado Dalmo Vieira (esse é malabarístico), a esposa do Meirinho (dizem que para compensar), a vó da Juliana, a esposa do Carlos Humberto e assim sucessivamente. Alguns são por mérito e recordo de alguns: Professor Antônio Lúcio, Professor Laureano Pacheco, o próprio Meirinho, Higino Pio, Osmar Nunes, Armando Ghislandi, Ayrton Senna, Thomas Francisco Garcia (há controvérsias), Klaus Fischer e assim sucessivamente.
Por fim, resta uma penca de gente que fez muito pela cidade e rest in Peace no seu jazigo, esquecido, como, por exemplo, Harold Schultz, que cito em nome de muitos e muitos outros.