

Semana passada recebi a notícia de Dalner Palomo que o projeto sócio/desportivo desenvolvido desde 2021 em Rinópolis está expandindo para São Paulo/capital. Há poucos dias, Itajaí recebeu sua primeira quadra pública. Novos clubes surgem todos os meses em diferentes estados da federação e, novidade das novidades, uma nova liga está sendo organizada pensando grande, muito grande. Digo que, se vingar, será uma revolução/evolução no padel brasileiro.
O projeto social da cidade de Rinópolis, no interior de São Paulo, vem sendo desenvolvido desde 2021 em tempos de pandemia. De lá para cá, já envolveu 300 crianças de escolas públicas formando atletas e cidadãos. A boa nova é que a mesma fórmula social foi iniciada na capital dos paulistas, com crianças da comunidade de Paraisópolis. A popularização da modalidade com fama de elitista também se dá com a construção de quadras públicas como em Curitiba e, mais recente, em Itajaí.
Jogar padel, todos querem, mas nem todo mundo pode. No mundo dos que podem, clubes e mais clubes estão sendo abertos. É caro praticar? É bem caro, ainda mais para quem joga mais de duas vezes na semana. Em algumas cidades localizadas mais no interior, o preço do horário é mais em conta, mas os grandes centros é, deveras, salgado.
Esse modelo de acúmulo de capital reflete diretamente no padel competitivo. Os clubes querem faturar. Cada um deles realiza seu circuito interno no sistema cada um por si. Faturam na inscrição e no movimento de bar no final de semana. Uma mina. Não é raro você acompanhar três, quatro, cinco torneios simultâneos nos finais de semana. Não existem critérios de categorias e, tampouco, uma plataforma única, séria, profissional, que faça o padel evoluir. O segredo do sucesso é a influência que o dono do clube exerce sobre a comunidade envolvida com o padel na região, no estado e adjacências. Para o praticante que gosta de competir resta o orgulho de ostentar o troféu de campeão da categoria tal do glorioso circuito do clube da cidade do Brejo Seco.
As instituições, leia-se federações e confederação, nunca se preocuparam em organizar o universo do padel. Está bom assim, cada um com suas panelas e interesses. Nesta semana fiquei sabendo de uma nova liga. A gente, sempre otimista, acredita que a liga pode mudar esse cenário, mas preciso saber mais amiúde sobre as intenções. É coisa grande e, acho, envolvendo os clubes espalhados pelo país, pode vingar como a grande revolução do padel no país. Voltarei abordar o assunto com mais detalhes.
Falar mal da Cobrapa é chover no molhado. Nunca muda e, pior, não se vê resultado. Nossas seleções, adulto e sub, pioram a cada novo mundial, em plena queda livre na decadência. Falar da APB é lamentar que o circuito, dito, profissional do país, vive uma crise grave. Estamos em junho e o circuito BPT não vinga. Foram três (ou quatro?) challengers e uma só etapa que reuniu os melhores do país. Só. Falar em melhores jogadores no país é remeter a um cenário de atletas já veteranos com muito pouca renovação. Podemos contar nos dedos os atletas na faixa etária dos 20 anos que não tem onde jogar a não ser nesses torneios de clubes, além dos oficiais estaduais e brasileiros, tudo muito amador.
E vamos pro jogo…