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8 de julho de 2026

A equipe esforçada – sem capricho – de Juliana Pavan

Published by Bola Teixeira on 8 de julho de 2026
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  • Política
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  • Capricho
  • Cidade
  • Juliana
  • Obras
  • Saúde

Prefeita protege sua equipe que pouco entrega.

 

Empresário, morador do Estaleiro, envia mensagem perguntando se acabaram os piquetes da prefeitura. Ele referia-se aos piquetes colocados no início da chamada estrada da Sultepa para demarcar o leito que receberá pavimentação asfáltica. A pergunta tem tudo a ver, porque os poucos piquetes foram colocados uma semana antes da festa do Santo Antônio realizada em junho e, depois disso, abandonaram.

Uso desse exemplo, mau exemplo, para discordar da prefeita Juliana Pavan que disse, em entrevista ao Niltão, que sua equipe trabalha. Pode até trabalhar, ou demonstrar boa vontade, mas não vem entregando. Juliana protege sua equipe, mas quem vem se prejudicando é ela própria. Nas conversas com pessoas que a apoiaram, essas manifestam preocupação, porque a prefeita vive uma situação onde pelo menos três políticos querem sua poltrona no alto da Dinamarca: Fabrício Oliveira, Edson Piriquito e CH, sim, seu – atual – aliado CH que amanhã, gente próxima a Juliana, afirma que não estará mais.

Enquanto Juliana claudica em tomar decisões que mudem o rumo de seu governo depois de um ano e meio, a gente continua assistindo coisas. Posso dar alguns exemplos que passam a impressão de que a Juliana manda, mas não muito.

– Os piquetes da Estrada da Sultepa. Se a grana para a pavimentação já foi liberada no ano passado, porque essa demora? Pra que piquetear meia boca?

– Na boca da temporada de verão enviei a prefeita fotos do murro de pedras da Interpraias destruído e ela concordou que teria que arrumar. Não arrumou.

– Vi uma comissionada da Educação comemorando a colocação da placa nova de identificação da Escola do Nova Esperança nas redes sociais, mas esqueceu da parede externa encardida.

– Na serrinha entre Estaleiro e São Judas, a solução para delinear a pirambeira que tem ali foram cavaletes, cones e fitas. Vivem caídos.

– O aspecto urbano da cidade é relaxado, desleixo como diz o vereador Guilherme Cardoso com juma placa de identificação de rua largado no chão. A sinalização horizontal está desbotada, senão apagada. Placas sujas ou avariadas. Canteiros largados, enfim falta o que um dia já foi chamado antigamente de capricho.

– O médico e ex-vereador Sérgio Lorenzatto deve estar se remexendo com a parede externa encardida do ginásio que leva seu nome.

– Fazem publicidade da galeria de artes a céu aberto, mas não são capazes de lavar os painéis gigantes pintados nos túneis da cidade, sujos e invadidos por vegetação. E olha que, dizem, custou uma fortuna aos cofres públicos esses painéis todos.

– Na saúde, há situações que provocam questionamentos por parte de pessoas com quem converso. Se é fato que a prefeitura abriu mão da gratuidade da Univali como sede da conferência de saúde para pagar uma pequena fortuna para o Centro de Eventos, comandado por um membro do governo. Outro questionamento que ouço foi o que motivou o BC Trânsito multar em massa carros estacionados em torno do centro de convenções num dos últimos eventos lá realizado.

– Plantio sem critérios de árvores para se chegar as mil mudas. Embaixo de fiação, mudas sem a devida distância entre uma e outra, rótulas com mais de 10 mudas se espremendo. Imagino quando essas árvores crescerem. Certamente muitas terão que ser retiradas. Foi chamada a atenção, mas o governo fez cara de paisagem.

– Na gestão de pessoas, só ouço choradeira, até porque lidar com funcionário público não é fácil. Eu sou daqueles que acha triênio, quinquênio, licença prêmio, tudo privilégio e não direitos, mas isso não importa.

– Secretarias com poucos funcionários não influenciam, mas setores como saúde e educação são tipo calcanhar de aquiles. A reclamação é de que o relacionamento entre cargos de direção e profissionais das duas secretarias é péssimo e que Juliana não está enxergando. Ou não quer enxergar. Eleitoralmente isso é péssimo, porque o universo de votos do funcionalismo decide uma eleição.

De um apoiador do governo: o prazo da alegada herança maldita expirou.

Quem acompanha a política de BC sabe que é difícil não se reeleger, mas, muita gente acha que, nesse ritmo, Juliana terá cabos eleitorais frágeis na campanha de reeleição, sua própria equipe.

 

 

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Bola Teixeira
Bola Teixeira
Jornalista, amante de blues e do bom e velho rock and roll, sediado em Balneário Camboriú - SC, mas com os olhos e ouvidos abertos para os acontecimentos do mundo.

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